Saúde da Indústria vai bem e Agronegócio puxa recuperação nacional

Reunião do Banco Central com investidores do Bank of America na quarta-feira (19/08), apresenta dados do PIB nacional e otimismo na recuperação econômica do país.

 

Os dados econômicos apresentados pelo Banco Central, mostram que o país apresenta uma recuperação melhor do que outros países emergentes. Nas projeções do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020, a recessão do Brasil deverá ficar em torno de 5,6%, muito menor se comparada com México 10,5% e Argentina 9,9%.

Outro indicador favorável comparado com Colômbia, México, África do Sul, Índia e Rússia é o índice de Gerentes de Compras (PMI), um indicador de saúde econômica do setor de indústrias e manufaturas do País, em julho, foi de 58,2%, o maior entre os emergentes analisados. Afirma Roberto Campos Neto, Presidente do Banco Central.

 

O destaque ficou para o agronegócio que puxa a recuperação nacional. O setor foi o único a apresentar crescimento no primeiro trimestre do ano com uma produção recorde de grãos da safra 2019/2020 com 253,7 milhões de toneladas, um crescimento de 4,8% em relação à safra anterior.

O agronegócio em julho representou mais da metade do valor total exportado pelo País, somando mais de R$ 10 bilhões e suas exportações mostram crescimento comparadas a anos anteriores.

 

Para a safra 2020/2021, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) disponibilizou R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional. De acordo com o Ministério da Agricultura, do total programado de R$ 236,3 bilhões para apoiar a produção agropecuária nacional, através do Plano Safra, R$ 179,38 bilhões foram destinados para custeio, comercialização e industrialização e R$ 56,92 bilhões para investimentos. No primeiro mês do Plano Safra, foram contratados R$ 24,15 bilhões em crédito rural, um aumento de 50% sobre o mesmo período no ano passado. Pequenos produtores rurais terão R$ 33 bilhões para financiamento pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), com juros de 2,75% e 4% ao ano, para custeio e comercialização. Para os médios produtores rurais, serão destinados R$ 33,1 bilhões, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp), com taxas de juros de 5% ao ano (custeio e comercialização).

Segundo o Banco Central teremos ofertas de crédito privado no agronegócio no longo prazo.

 

 

Mais informações sobre o Plano Safra 2020-2021 estão consolidadas no Manual de Crédito Rural, no Banco Central.

Fonte: Agência BrasilPlano Safra 2020-2021 e Banco Central Indicadores de Recuperação